Saiba quais são os perigos da automedicação.

Muitas pessoas mantêm uma verdadeira farmácia em casa, com diferentes tipos de medicamentos, caso precisem enfrentar algum mal estar. Embora pareça natural, a automedicação pode trazer inúmeros riscos à saúde e até levar à morte.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, o uso inadequado de medicamentos é a causa principal de intoxicações no Brasil, ficando à frente dos casos de exposição a substâncias químicas, picadas de animais peçonhentos e alimentos estragados.

Crianças e idosos estão entre as principais vítimas das ocorrências. Entre os medicamentos que mais provocam casos de intoxicação estão os antiepiléticos, calmantes, antigripais, antidepressivos e anti-inflamatórios.

Riscos à saúde – Embora muitos medicamentos sejam vendidos sem prescrição médica, o uso indiscriminado e inadequado de substâncias das classes dos anti-inflamatórios e analgésicos, por exemplo, podem agravar doenças, provocar reações alérgicas e levar à morte.

Outro comportamento preocupante é o uso abusivo de antibióticos. Esse hábito facilita a resistência de micro-organismos e compromete a eficácia do tratamento. Além disso, o consumo regular de algumas substâncias podem causar dependência e anular ou potencializar efeitos de outros remédios.

Vale ressaltar que os medicamentos derivados de plantas medicinais (fitoterápicos) também podem ser prejudiciais se usados de maneira inadequada. Portanto, sempre busque orientações de seu médico e nunca tome medicamentos por conta própria.

Exemplos de interações medicamentosas:

O anticoncepcional pode ter eficácia reduzida se consumido com antibiótico.

  • A vitamina K inibe grande parte da resposta dos anticoagulantes orais.
  • O antiácido pode diminuir a absorção dos medicamentos anti-inflamatórios.
  • Os antibióticos podem ter seu efeito diminuído quando engolidos com antiácido.
  • Anticoagulantes podem causar hemorragia se utilizados com anti-inflamatórios, como o ácido acetilsalicílico.

Exemplos de interações medicamentosas com o álcool:

  • Analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios: podem levar a perturbações gastrointestinais, úlceras e hemorragias.
  • Antidepressivos: podem diminuir a eficácia e aumentar a pressão sanguínea.
  • Antibióticos: podem provocar náuseas, vômitos, dores de cabeça e até convulsões.
  • Medicamentos para diabetes: podem causar severa hipoglicemia (baixa glicose).
  • Anti-histamínicos, tranquilizantes, sedativos: podem intensificar o efeito de sonolência e causar vertigens.
  • Medicamentos cardiovasculares: podem provocar vertigens ou desfalecimento, bem como redução do efeito terapêutico.

 

Como prevenir problemas relacionados a medicamentos

Durante as consultas médicas, sempre tire todas as suas dúvidas sobre os medicamentos receitados e formas de administração. Se não entender a grafia do médico na receita, não tenha vergonha de pedir para que ele soletre.

Também é importante informar ao profissional os remédios que você já utiliza, inclusive os naturais (fitoterápicos), vitaminas e anticoncepcionais, pois o uso simultâneo de diferentes substâncias pode interferir na eficácia dos tratamentos.

Lembre-se também de avisar caso você tenha alergia a algum medicamento ou substância, bem como alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, etc.). Mulheres grávidas também precisam informar a gravidez ao médico, já que alguns medicamentos podem ser contraindicados.

Dicas de cuidados .

– Em geral, comprimidos e cápsulas devem ser tomados com água. Evite ingeri-los com sucos, leites e outras bebidas;

– Siga os horários prescritos pelo médico. Para facilitar, coloque lembretes na agenda, celular ou em locais visíveis;

– Não parta os comprimidos sem orientações médicas;

– Não utilize medicamentos que estejam em embalagens danificadas, com alterações de cor ou cheiro e que estejam vencidos;

– Nunca pare de tomar o medicamento por conta própria;

– Se tiver crianças em casa, evite deixar os medicamentos apenas no alto, pois muitas conseguem alcançá-los mesmo assim. Portanto, mantenha-os em armários ou caixas trancados;

– Os medicamentos devem ser armazenados em locais secos, arejados e protegidos da luz.

– Nunca descarte os medicamentos no lixo comum. Diversas farmácias e unidades básicas de saúde fazem a coleta. Informe-se: http://www.descarteconsciente.com.br/

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